terça-feira, 13 de abril de 2010

Colagem de tróculo

Esse violão precisa de um pouco de atenção.





O tróculo descolou.


Quem?


O tróculo, ué!














Olha ele aí, separadinho da lateral (adoro diminutivos).










Como o acesso ao interior do corpo é difícil, adotei a solução paleativa abaixo.
Dois blocos de madeira na escala...



...outro no fundo do corpo, sem pegar no tróculo...



...e outro por cimo do dois blocos da escala.



Esse monte de fita crepe ta aí para os blocos não sairem do lugar durtante a aplicação da cola e colocação dos grampos/sargentos.
A idéia é fazer uma alavanca que precione o braço para trás e o tróculo contra a lateral do corpo. Talvez fique mais claro na figura abaixo.


Depois de simular o procedimento à seco, vem a aplicação da cola.
Cola de madeira comum resolve o problem. Eu diluí com água para aumentar a penetração e conseguir injetar com a seringa.




Essa é a "estrutura" pra manter tudo sob pressão.






Depois de alguns dias secando, desmontei a parafernalha e comecei os preparativos para encordoar o violão.

Limpeza...
...antes...
...e depois.

E o resultado da colagem.








Abraços.

6 comentários:

  1. Taí um luthier que sabe utilizar o peso da literatura à seu favor!
    Belo trabalho. Muito legal.
    Abraço!
    Taubrós!?

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  2. Entrei justamente para comentar que meu dicionário de inglês também já cumpriu funções similares... Cheguei tarde e perdi o direito a ser inédita...

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  3. Show de Bola!
    Estou com o mesmo problema...
    quanto custa um serviço como esse??
    parabéns pelo trabalho!

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    1. olá, aqui em minha cidade eu cobro apenas R$: 30 reais, difícil viver de lutheria aqui, já estou pra desistir!

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  4. Muito Legal !!!!
    Por causa deste Post , consegui colar um Bandolim que estava com o mesmo problema. A cola misturada para ser injetada foi tudo de bom....
    Só a prensagem que fiz de uma outra forma porque não achei os livros indicados nas fotos (kkkkkkk).

    Valeu.

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  5. Exatamente o que ocorreu com o meu Gianinni Estudo, fabricado em 1989: rachadura no tróculo.
    Cheguei a pensar que não existiria conserto.

    Carlos Marques
    Cascavel-PR

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